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Cabernet Franc de los andes

A ancestral de uvas importantes, como a Cabernet Sauvignon e a Carménère, está na moda na Argentina. Veja a nota de seis exemplares andinos dessa varietal



A Cabernet Franc é um das uvas do mais celebrado corte de vinhos do mundo, o de Bordeaux. Antecedente da Cabernet Sauvignon, a quem deu origem ao cruzar-se com a

Blanc, não goza do mesmo prestígio global da filha mais famosa. Em Bordeaux, a Franc responde por cerca de 15% da área de vinhedos, atrás da Merlot, dominante, e da internacionalizada Cab. Sauvignon. Sua máxima expressão por lá é na margem direita, especialmente no Pomerol, onde divide com a Merlot o protagonismo regional. O supervalorizado Château Cheval Blanc é o vinho mais famoso em que a Cabernet Franc é majoritária.

Em pureza, ela é usada na França –e no Velho Mundo– primordialmente na linda região do Vale do Loire (a maior concentração de castelos fantásticos do planeta). No Loire –o maior rio francês, cujo nome traduzido é Loira, como usam em Portugal– a Cabernet Franc divide com a Sauvignon Blanc as atenções dos vinhateiros. A Sauvignon, naturalmente, rendevinhos brancos e a Cabernet Franc, tintos. As principais AOCs ali são Chinon, Saumur, Saumur-Champigny, Bourgueil… São muitas. No Loire a Cabernet Franc é conhecida como Breton, um de seus nomes ancestrais. Os outros são Vidure e Bouchet.

A Cabernet Franc também, mais recentemente, espalhou-se pelo Novo Mundo. Como toda uva raiz (também está na genealogia da Carménère entre outras) ela é robusta, resistente a pragas e adaptada a climas diversos. Por isso, tem aromas piracínicos intensos, de notas vegetais verdes, e precisa ser colhida muito madura para que se transformem em aromas

frutados. Também tem elevada acidez e taninos que exigem atenção especial dos vinhateiros para não se tornarem ásperos.

Assim, mesmo sem a estrutura e potencial da Cabernet Sauvignon (tem a casca mais

A nova onda são os Cabernet Franc da Argentina, cujo clima seco e com vasta amplitude térmica permite extrair o máximo de seu potencial. Colhida no ponto exato de maturação ali a velha Breton rende tintos modernos, macios, de corpo médio, com aromas herbáceos, de frutas escuras e notas de grafite, um descritivo recorrente entre os especialistas.

Veja a degustação de seis belos exemplares andinos dessa uva, cinco mendocinos e um chileno, de alta qualidade.