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O vinho é melhor na fonte

O turismo enológico e gastronômico também se consolida no Brasil, com atrações de alto nível de qualidade e interesse

POR MARIA EDICY MOREIRA


Além de sua belezas naturais, o Brasil desenvolve outra modalidade de turismo: o enoturismo, ligado ao vinho e aos vinhedos de onde sai essa bebida que conquista mais e mais pessoas.

“Neste país continental cabe também uma importante e diferenciada oferta de destinos turísticos: o enoturismo, que a cada dia ganha mais adeptos”, afirma Ivane Fávero, presidente da Aenotur, Associação Internacional de Enoturismo, representando o Ibravin, Instituto Brasileiro do Vinho, que tem sede em Bento Gonçalves, RS.

Segundo Ivane, dados da Great Wine Capitals (GWC), a rede mundial de dez “capitais do vinho”, mostram que o enoturismo representa 20% das receitas e, somando a venda de vinhos para visitantes, mais de 50% do faturamento dos principais produtores do mundo.

O enoturismo na visão de Fávero, mestre em turismo, professora e consultora com longa experiência, é uma atividade baseada na viagem motivada pela apreciação do sabor e do aroma dos vinhos, e nas tradições e cultura das localidades que produzem a bebida.

Para Luciano Lopreto, diretor da Vinícola Góes, em São Roque/SP, o enoturismo é a proposta mais encantadora de contato entre o consumidor e a vinícola. Esse contato é o primeiro passo para aqueles que trabalham com vinhos fomentarem o consumo da bebida.

“Nós somos um país cervejeiro e o enoturismo ajuda muito a mudar essa mentalidade”, afirma Lopreto. Segundo ele, essa modalidade de turismo permite à vinícola mostrar o vinho ao consumidor de uma forma diferenciada, criando uma fidelização do cliente e formando em sua mente aquela conexão para que quando ele estiver diante de um grande leque de opções no supermercado, na Internet ou no restaurante, ele se lembre da experiência vivenciada com determinado vinho e compre aquela marca.

Apesar de ser uma vinícola tradicional, a Goés só começou a investir em vinhos finos a partir do final dos anos 1990 e, segundo Lopreto, foi aí que o enoturismo fez diferença. “Hoje o enoturismo é peça-chave para divulgação dos vinhos finos. Nessa hora, é meu grande cartão de visitas”.

A casa paulista oferece várias atrações aos turistas, como degustações, visitas à cave, aos vinhedos, eventos de harmonização no restaurante, harmonização com chocolate, pizza, fondue etc. Quando se fala em enogastronomia o restaurante é a grande atração. Além disso, os visitantes têm o empório onde podem comprar queijos, vinhos etc.

Lopreto diz que a proximidade com São Paulo permite a viagem do tipo bate e volta à Góes. “Amanhece o domingo, o turista vem aqui fazer aquele turismo de um dia e assim São Paulo aos pouquinhos vai criando uma indústria do vinho brasileira possibilitando uma expansão para além do Sul. E o enoturismo traz uma grande contribuição para viabilização dessa expansão da produção de vinhos em outras regiões, como São Paulo”. Lopreto diz que o enoturismo já tem uma participação de 6% a 8% no faturamento da empresa.


RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul vinícolas espalhadas por diversas regiões do Estado praticam enoturismo. Dois municípios se destacam: Bento Gonçalves e Garibaldi. De acordo com o Secretário de Turismo da prefeitura de Bento Gonçalves, o enoturismo é um dos principais pilares do turismo local. O município conta com 70 vinícolas e muitas delas já se voltam para o enoturismo.

“A cada ano aumenta a procura de turistas por esse tipo de experiência, e quanto mais nosso vinho é premiado mundo afora, mais o enoturismo cresce localmente. Fato é que hoje muitas regiões do Brasil já enxergam o enoturismo como diferencial e apostam nesse segmento”, afirma Parisotto.

Entre as atividades ofertadas pela indústria vitivinícola instaladas no município de Bento Gonçalves estão: degustações às cegas, harmonizadas, visitas às vinícolas, participação na vindima (colheita e pisa de uvas), enogastronomia (jantares harmonizados, jantares e piqueniques em meio aos vinhedos.

“Toda a nossa programação é voltada ao fortalecimento do enoturismo. De janeiro a março temos a Estação Vindima; de abril a junho Retratos de Outono; de julho a setembro Inverno de Sensações; de setembro a novembro Encantos de Primavera e dezembro e janeiro Natal Bento. Todas essas programações temáticas fortalecem algum ponto do enoturismo”, afirma Parisotto.

Segundo ele, todos as rotas turísticas de Bento Gonçalves trabalham o enoturismo, como Caminhos de Pedra, Cantinas Históricas, Encantos de Eulália, Vale do Rio das Antas e Vale dos Vinhedos, além disso há o passeio de Maria Fumaça, considerada o Trem do Vinho.

Sobre a origem dos turistas interessados nas rotas e eventos do vinho em Bento Gonçalves, Parisotto diz que a maioria vem da pópria região Sul. Porém, os visitantes dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também têm presença marcante. Os turistas estrangeiros representam pelo menos 3% dos visitantes da região.

GARIBALDI

A prefeitura da cidade de Garibaldi, através do Secretário Interino de Turismo e Cultura, Paulo Salvi, assegura que o enoturismo é o principal segmento turístico de Garibaldi, acentuado pela marca “Capital Brasileira do Espumante”.



Entre as atividades ofertadas pela indústria do município, o secretário destaca: visitas às vinícolas que apresentam desde a produção de vinhos até a rotulagem e engarrafamento, degustações e a venda do produto final. Além disso, existe a oferta de cursos de harmonização, degustações às cegas, cinemas ao ar livre, entre outras.

A Secretaria busca reforçar a marca “Garibaldi, Capital do Espumante”. Por exemplo, integrou o Dia do Vinho, realizado em conjunto com o SEGH, Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho e o Ibravin; e o Dia Mundial do Enoturismo, realizado pela Aenotur.

“Também promovemos eventos como o Garibaldi Vintage, que relembra o charme das décadas de 20 a 60 e traz à cidade uma atmosfera nostálgica, que a enogastronomia tem papel dedestaque. A Fenachamp, Festa do Espumante Brasileiro, realizada em outubro dos anos ímpares, exalta diretamente a bebida símbolo de Garibaldi e promove o enoturismo”, afirma Salvi.

Na região de Garibaldi, o roteiro que mais se destaca em termos de enoturismo é a Rota dos Espumantes, com 19 vinícolas que englobam desde cantinas familiares, a cooperativas, multinacionais e vinícola centenária. Outros roteiros importantes ficam na Estrada do Sabor, que alia a gastronomia ao enoturismo, com visitas às propriedades e almoços harmonizados com espumantes e vinhos do município.

De acordo com Salvi, o público que faz turismo em Garibaldi vem de Porto Alegre e região metropolitana, além da própria região Uva e Vinho. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também têm parcela representativa”.

Para Salvi, a hospitalidade e a qualidade são os destaques do enoturismo de Garibaldi. E o que garante esse diferencial é a inovação: “procuramos atender o turista de forma única, fazendo com que a experiência vivida aqui seja singular e surpreendente”.

A prefeitura atua como fomentadora da atividade turística, desenvolvendo eventos que exaltem a enogastronomia e também na parte de recursos, gerando materiais gráficos, e nas mídias sociais,.

SPA DO VINHO

Além das experiências enoturísticas ofertadas pelas vinícolas, o Vale dos Vinhedos conta com o primeiro complexo concebido no Brasil especialmente para o enoturismo. No alto de uma colina está o Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola Autograph Collection, inaugurado em 2007 por um grupo de investidores liderado pela empresária Deborah Villas-Bôas Dadalt.



O complexo enoturístico foi pensado para que seus hóspedes pudessem explorar todos os benefícios da vinoterapia e de experiências enogastronômicas, além de momentos de lazer e passeios entre os vinhedos da região. Tudo isso em um ambiente que permite reviver antigas tradições dos imigrantes italianos que colonizaram o vale em 1875.

Com arquitetura inspirada na Toscana e rodeado por 18 hectares de vinhedos próprios, o empreendimento conta com ambiente decorado com móveis históricos, resgatados entre os imigrantes italianos para acomodar os amantes do vinho e da cultura vitivinícola que envolve a região.

A enogastronomia ganha destaque nos restaurantes Leopoldina, Trattoria Damigiana e Bistrô Sabrage. Somados a uma adega com mais de 700 rótulos, os restaurantes oferecem, em diversas ocasiões, refeições harmonizadas com vinhos nacionais e importados de várias partes do mundo.

Utilizando o selo de hotéis boutique Autographic Collection, da rede de hotéis Marriott, o empreendimento tem como um dos destaques o Spa do vinho, no qual é exploradaa vinoterapia.

Escolhido como Melhor Spa do Brasil em 2012, o estabelecimento oferece massagens relaxantes, banhos vinoterápicos e terapias faciais. “Oferecemos uma imersão completa no mundo do vinho, que também traz as experiências sensoriais”, afirma Deborah.

Os hóspedes têm opções de lazer como passeios por trilhas entre os vinhedos e nos finais de semana podem desfrutar de degustações orientadas na adega e na cave. També podem vivenciar as diferentes épocas da viticultura por meio de pacotes especiais como a “Festa da Colheita”, “Baile Imperial”, “Emoções no Vale”, “Primavera Rosé”, “Natal nos Vinhedos” e “Revéillon ao Espumante”.

Fazem parte das opções de lazer piscinas, jacuzzi, health e fitness center, quadras de tênis, conciérgerie, lan house, galeria de arte e biblioteca. Para empresas há cinco salas de eventos, totalizando 502 metros quadrados.

FAMIGLIA VALDUGA

O enoturismo da Casa Valduga (Famiglia Valduga) surgiu em 1992. A vinícola oferece aos visitantes uma imersão ao mundo da uva e do vinho, com visitações, cursos, hospedagem, e experiências únicas.

Atualmente o Complexo Enoturístico Casa Valduga é a concretização de um sonho do enoturismo incrustado em meio a “colcha de retalhos” dos seus vinhedos no Vale dos Vinhedos. Segundo Eduardo Valduga, diretor demarketing, o complexo é composto não apenas pela vinícola, mas por um exuberante restaurante, a enoboutique e pousadas estrategicamente distribuídas pelo vasto jardim.

A tradução da típica culinária italiana é encontrada no “ristorante” que leva o nome da matriarca da família, o Maria Valduga. Mal podia imaginar a “nona” que os segredos de suas receitas se transformariam uma das culinárias mais cobiçadas. O restaurante está instalado na construção pioneira, em que foi feita a primeira vinificação.



Além disso, há cinco pousadas no coração da vinícola, com 24 charmosas acomodações. O visitante encontra uma solução completa, desde a visitação com um cenário de tirar o folego, a gastronomia diferenciada inspirada nos primeiros imigrantes italianos da região, a hospedagem e os cursos diferenciados com enólogos do Grupo Famiglia Valduga.

Sobre a importância do enoturismo para a Famiglia Valduga, Eduardo Valduga, diz que faz toda diferença. “A nossa hospitalidade nata prova mostra o quão estamos inseridos neste segmento. Em 2017 fomos eleitos a melhor vinícola do Brasil pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ). Esse reconhecimento e o nosso pioneirismo com o intuito de proporcionar uma experiência única no mundo do vinho aos visitantes é prova disso. Por ano, o local recebe mais de 150 mil turistas”.

Sobre o papel do enoturismo no Vale dos Vinhedos, Eduardo diz vê um papel muito importante para o desenvolvimento do vale. “O nosso trabalho de ‘bem receber’ faz toda diferença na fidelização ao nosso produto e no conhecimento de nosso conceito. Visitar a vinícola envolve todo o sentimento desde o trabalho no campo, a tão esperada colheita, a elaboração de produtos ícones e ver concretizado o sonho de meus avós, pais e tios”.

DON GIOVANNI

Na vinícola Don Giovanni, Vinhos, Vinhedos e Pousada, como o próprio nome indica, os turistas vão encontrar muito contato com o mundo do vinho e com a natureza por meio de passeios entre vinhedos, além de lazer em uma região vitivinícola belíssima.

A vinícola oferece almoços e jantares harmonizados e hospedagem em uma edificação de 1930. A vinícola, instalada no município de Pinto Bandeira, ao lado de Bento Gonçalves, começou a investir no enoturismo em 1995.

Segundo Daniel Panizzi, gerente comercial, o enoturismo vem crescendo no Rio Grande do Sul. “Em 2009, o município de Pinto Bandeira teve em torno de 3 mil visitantes. Em 2017 este número saltou para 33 mil. “Em função do cenário econômico que estamos vivendo e da carga tributária que prejudica a comercialização dos produtos em lojas e restaurantes, o enoturismo está ajudando a manter o setor vitivinícola.”

Panizzi observa que a cada dia surgem novos atrativos que atraem turistas. Em sua opinião o grande desafio do enoturismo é levar aos clientes os muitos atrativos que já existem na região.


AGÊNCIAS

As agências de turismo têm um papel fundamental na expansão do enoturismo. Embora poucas tenham roteiros específicos nessa categoria de turismo, já é possível encontrar aquelas que oferecem vários roteiros para regiões vitivinícolas como a Terrabela Turismo, especializada no setor desde 2000 (www. terrabela.com.br, ou pelo tel. 54 3292 1462. O dono e principal guia, Douglas Coelho, é especialista em enoturismo, e uma pessoa sensacional e atenciosa).

Alessandra Licati, diretora da Vidaboa, assegura que nos tours organizados pela agência a idéia é que o cliente possa usufruir do momento sem se preocupar com nada. O tour inclui guia conhecedor de vinhos, transporte e snacks, degustações com visita dos vinhedos e da vinícola, almoços em restaurantes gourmet com vinhos, museus etc.

“O programa é bem completo e, o mais importante, é sem pressa! Nada daquelas viagens corridas, com muitas atividades em poucos dias onde depois fica até difícil de lembrar por onde passou.’”, afirma Alessandra.

“Nós vamos adaptando os roteiros de acordo com o interesse de cada um. Temos trabalhado cada vez mais com associações e confrarias de vinhos devários estados do Brasil, que nos pedem para organizar sus viagens anuais ou em ocasiões especiais. Eles escolhem o destino, a duração da viagem e nós montamos um roteiro para o grupo.”

A CVC conta com um portfólio com mais de mil destinos no Brasil e no exterior, mas segundo Viviane Pio, gerente de vendas, as agências do grupo não têm roteiros prontos com foco exclusivamente nos vinhos, mas o consumidor pode personalizar o roteiro de viagem.

As regiões e vinícolas preferidas pelos clientes da CVC, segundo Viviane, são Mendoza (Argentina), Santiago (Chile), Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha, Napa Valley (Califórnia, EUA), Cape Town (África do Sul), Douro (Portugal), Bordeaux (França), entre outros. O público é variado. “O vinho tem se popularizado no Brasil e as pessoas têm curiosidade em aprender mais sobre a bebida”, afirma Viviane.

Segundo ela, nos passeios a maioria dos visitantes tem entre 30 a 50 anos, na maioria casais ou grupos de amigos. Famílias visitam o Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, quando é a época da Vindima, para mostrar aos filhos os processos de colheita da uva e produção do vinho. Também se divertem com a pisa das uvas, na qual, em algumas vinícolas, os visitantes produzem o próprio vinho.

Geralmente nos tours, que são de responsabilidade de cada vinícola, os visitantes conhecem desde as plantações, com explicações de guias sobre as diferenças do solo e clima, os tipos de uvas que se adaptam a cada região e técnicas de plantio e colheita. Na segunda etapa mostram o processo de produção do vinho dentro da vinícola, apresentado as diferenças de barricas e o tempo de maturação do vinho. Por fim, os visitantes podem degustar e entender com que tipo de comida harmonizam.

CONQUISTAS

Ivane Fávero, presidente da Anaetur, fala sobre os muitos desafios e vitórias dessa nova modalidade de turismo no Brasil. Ela considera o ano de 2017 como um marco para o enoturismo brasileiro, já que foi o ano em que, efetivamente, o Governo Federal reconheceu esse segmento e o Brasil assumiu pela primeira vez a presidência da Aenotur.

Em função disso, Ivane observa que o ano de 2018 se inicia com um terreno mais fértil para o turismo ligado ao setor vitivinícola. Usando a terminologia da vitivinicultura ela diz: “Enfim temos um ‘terroir’ propício para o desenvolvimento do enoturismo no país”.

A 7ª edição do Congresso Latino Americano de Enoturismo é uma dessas conquistas prestes a se concretizar. O evento será realizado nas instalações do Spa do Vinho e Hotel, no Vale dos Vinhedos, em parceria com a Anaetur, entre os dias 27 e 30 de junho de 2018.

O objetivo do Congresso segundo ela, é transformar toda essa mobilização em resultados efetivos, vencendo os muitos desafios que se encontram à frente do enoturismo. “Será um importante momento para trocarmos experiências com os representantes dos principais destinos enoturísticos do mundo”, afirma Ivane Fávero. Para saber mais sobre o Congresso acesse: http://www. congressoenoturismo.com.br/pt

Em sua opinião há uma grande responsabilidade de todas as entidades que trabalham com a vitivinicultura e com o turismo no Brasil, para garantir retorno aos investimentos que o setor privado está fazendo no setor. “Isso depende de ambos setores, privado e público, e as entidades devem fomentar esse segmento que movimenta desde o setor primário, passando pela indústria, até o setor terciário (comércio e serviços), gerando trabalho, renda e tributos”.

O desenvolvimento e a consolidação do enoturismo dependem também da inovação. Ivane considera fundamental que o composto enoturístico de um município ou região saibam oferecer experiências diferenciadas, ligadas à cultura e à paisagem local. “É necessário adotar novas formas de promoção desses produtos e destinos enoturísticos”.

“Eu só consigo manter o meu nível de atratividade enquanto mantiver o meu nível de inovação. Todo mundo gosta de viver novas experiências, por isso, só vou manter meu nível de atratividade, se tiver um nível de inovação sempre presente. Além disso, tenho de prestar meu serviço de enoturismo de forma impecável, atendimento de alta qualidade, atenção, cordialidade, respeito etc.”, afirma Lopreto, da Góes, de São Roque, SP.

A Aenotur é uma associação internacional formada por municípios e entidades gestoras do turismo vinculados à cultura do vinho e promotoras de rotas do vinho. A entidade foi criada em 2014 e é representada em sete países: Portugal, Espanha, França e Itália, na Europa; e Argentina, Brasil e Uruguai, na América do Sul. Entre seus objetivos está a ampliação de sua atuação para os demais continentes e outros países que têm o enoturismo como uma alternativa de destinos turísticos, de fonte de renda para os produtores e como disseminador da cultura do vinho.