• Vinho Magazine

Países baixos

A fria Holanda também faz vinhos. De apenas 36 hectares de vinhedos saem brancos e tintos que merecem atenção!

POR JÚLIO ANSELMO DE SOUZA NETO


Em recente viagem à Holanda, onde fui rever minha filha e netas que lá vivem, fui à cata dos vinhos locais, como sempre faço em todo país que visito. Logicamente, já com uma visão prévia dos vinhos do país, a partir das informações do meu livro “Volta ao Mundo em 20.000 Vinhos” (me perdoem o marketing!) e de outras pesquisas.

Antes de falar dos seus vinhos, convém lembrar que a Holanda fica no norte da Europa e é limitada pela Bélgica, ao sul, pela Alemanha, ao leste, e pelo Mar do Norte (Nordzee), ao norte e oeste. O seu nome oficial é Reino dos Países Baixos ou, simplesmente, Países Baixos (Nederland, em holandês, e Netherlands, em inglês). Apesar de muito usado para designar o país, o nome Holanda (Holland, em holandês) refere-se a uma antiga província, que se situa no oeste do país, onde se localizam as cidades de Alkmaar, Amsterdam, Rotterdam e Den Haag (Haia) e que é hoje divida em duas províncias: Noord- -Holland, ao norte, e Zuid-Holland, ao sul. O país também possui três territórios insulares no Caribe: Aruba, Curaçao eSint Maarten ou Saint Martin).

Embora a vitivinicultura holandesa remonte ao ano 968, na época do Império Romano, na era moderna a produção significativa de vinhos só se iniciou na década de 1970. Em 2003, as estatísticas oficiais citavam cerca de 36 hectares (ha) de vinhas no país. Em 2011, passaram para 165 ha de vinhas. Hoje, a Associação dos Vinicultores Holandeses estima a área de vinhedos em 250 ha. Para comparação, o Aeroporto de Schiphol em Amsterdam ocupa mais de 2.700 ha e a França tem mais de 750.000 ha de vinhas!



A Holanda produz muito pouco vinho devido ao seu clima frio e úmido e com poucas horas de sol ao longo do ano No entanto, a sua vitivinicultura vem se desenvolvendo em decorrência da elevação da temperatura do planeta e do surgimento de novas variedades de uvas resultantes de cruzamentos, que são mais resistentes aos fungos e amadurecem mais rapidamente. Entre elas, se destacam as variedades brancas Cabernet Blanc, Johanniter, Merzling e Solaris e as tintas Cabertin, Regent, Pinotin e Rondo.Em consequência, a área de vinhedos e o número de vinícolas no país estão crescendo. Em 1997 existiam apenas sete vinícolas no país; em 2005 já eram quarenta e em 2015 chegaram a 145!

O Verordening van het Hoofdproductschap Akkerbouw Wijn (Regulamento da Produção de Produtos Agrícolas) de 2009, que estabelece regras relativas à vitivinicultura, permite a utilização das seguintes variedades de uvas:

Brancas: Auxerrois, Bacchus, Bianca Cabernet Blanc, Chardonnay, Faber, Gewürztraminer, Hölder, Huxelrebe, Johanniter, Juwel, Kerner, Kernling, Merzling, Morio Muscat, Müller Thurgau, Orion, Ortega, Phoenix, Pinot Blanc, Pinot Gris/Ruländer, Rayon d’or, Reichensteiner, Riesling, Sauvignon Blanc, Scheurebe, Schönburger, Seyval, Siegerrebe, Silcher, Solaris, Sylvaner, Würzer.

Tintas: Cabernet Franc, Cabertin, Domina, Dornfelder, Dunkelfelder, Florental, Frühburgunder, Gamay, Landal 244 N, Léon Millot, Maréchal Foch, Meunier, Pinot Noir, Pinotin, Plantet, Portugiezer, Regent, Rondo, St. Laurent, Triomphe d’Alsace, Zweigeltrebe.

A produção vinícola se concentra no extremo sul do país, região menos fria, em especial na província de Limburg, parte estreita situada entre a Alemanha e a Bélgica, no vale do rio Maas, nas cercanias da cidade de Maastricht. Ali se produzem principalmente vinhos brancos no estilo dos vinhos alemães, alguns espumantes, e raros tintos.

Alguns conhecedores dizem apenas que os melhores vinhos holandeses “não são ruins”, mas, já em 2010, a respeitada especialista britânica Jancis Robinson, provou 16 vinhos holandeses e confessou que, apesar de inicialmente cética, surpreendeu- se com a qualidade e disse que eles são melhores do que os britânicos.



O holandês Hans Duijker, conceituado escritor e crítico de vinhos, diz que o problema do vinho holandês decente não é a qualidade, mas sim a relação custo--benefício da produção. Segundo ele, a terra, os equipamentos, a infraestrutura e a força de trabalho na Holanda são caros e, por isso, um bom vinho holandês custade 11 € a 12 €, enquanto os vinhos estrangeiros de qualidade igual ou superior custam bem menos.

OS BONS PRODUTORES DO PAÍS,

COM OS MELHORES EM NEGRITO:

• Agter d’Hedge

• Annendaal

Apostelhoeve

• Beesterwijngaard

• Betuws

• Bollen

• De Colonjes

• De Linie

• De Blaireaux

• De Reestlandhoeve

• D’Heerstaayen

•De Holdeurn

•De Kleine Schorre

•De Plack

• El Placer

• Fromberg

• Gelders Laren

• Gielkens

• Hoeve Nekum

• Hof van Twente

• Huub Römer

• Lidwien Vos de Wael

• Neercanne

• Oorsprong

• Reestlandhoeve

• Stokhemer

Thorn

• Verenigde Achterhoekse

• Vorselen

• Wageningense Berg

• Wiertz

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