• Vinho Magazine

Preço X qualidade: Portugal é sem igual!

Atualizado: 31 de ago.

Com uma riqueza ampelográfica sem par e facilidades de exportação para o Brasil, a vinicultura portuguesa é hoje a fonte dos tintos de melhor relação custo x benefício no país!


Vinhedo em Reguengos, no Alentejo

A vitivinicultura portuguesa é marcada pela originalidade e imensa variedade de suas castas tintas e brancas, uma das maiores do mundo –e certamente a mais densamente concentrada territorialmente. Essa vasta diversificação ampelográfica é um enorme atrativo, tanto em vinhos monovarietais quanto de assemblage ou corte, sempre equilibrados, alternando jovialidade e elegância.

Nesta degustação, reunimos 15 amostras do que de melhor há no Brasil em termos de relação entre preço e qualidade, ou custo x benefício, entre vinhos tintos. O painel impressionou bastante pelo elevado nível das amostras apresentadas, especialmente se considerarmos que foram arrebanhados apenas rótulos de preço médio, sem nenhum “medalhão” ou ícone de grande prestígio –que a vinicultura portuguesa também oferece, mas aí a preços que justifiquem a tradição de cada marca.


O espetacular vale do rio Douro, o vinhedo mais belo do mundo

Por algum tempo engessada pela herança do Estado Novo de Antonio Salazar (iniciada em 1932 e que durou até 1974, quando foi instaurada uma desastrada tentativa de socialismo, que o tempo e o liberalismo dos cidadãos portugueses transformou no sistema democrático que há hoje por lá), que estimulava a produção em cooperativas, preocupadas com o volume e não com a qualidade. Nos anos 1990 uma verdadeira revolução trouxe de volta os investimentos na qualidade dos vinhos portugueses e hoje o país faz, sem sombra de dúvida, alguns dos mais deliciosos caldos do planeta.


Os socalcos (patamares) em que é praticada a vitivinicultura ainda heróica e agreste na região do Alto Douro, nordeste de Portugal

Os vinhedos mais importantes são o Douro (que também faz o Vinho do Porto, uma preciosidade inigualável), Dão, Bairrada e Alentejo, além da tradicional região dos Vinhos Verdes. Mas outras regiões começam a despontar com energia, como Távora e Varoza, Lisboa, Beira Interior, Algarve e Península de Setúbal, entre outras. As castas portuguesas contam-se aos milhares, mas as tintas mais importantes são a Touriga Nacional, uma verdadeira instituição local; a Tinta Roriz (também chamada de Aragonez no Alentejo e Tempranillo na Espanha); Alfrocheiro, Baga (na Bairrada), Castelão (ou Periquita), Jaén (no Dão), Moreto, Moscatel Galego Roxo, Ramisco, Rufete, Tinta Barroca, Tinta Caiada, Tinta Negra, Tinto Cão, Touriga Franca, Trincadeira e Vinhão (Vinhos Verdes). Ufa!

Vejas as notas dos vinhos degustados e aproveite!